O Brasil enfrenta um cenário de hiperjudicialização. Com mais de 80 milhões de processos ativos em tramitação nos 91 tribunais do país, o sistema judiciário conta hoje com 18.851 magistrados e cerca de 285 mil servidores¹. E o volume continua crescendo: somente entre janeiro e abril de 2025, foram registrados 12.174.318 novos processos, segundo dados do Painel Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Apesar de terem sido julgadas 13.291.116 ações nesse período, o passivo acumulado segue elevado, com 80.164.591 processos pendentes. Um dos maiores responsáveis por essa avalanche processual é o aumento expressivo nas ações de execução fiscal e judicial, que somaram 2.783.250 novos casos nos primeiros quatro meses do ano. Ao final do quadrimestre, ainda restavam 32.670.747 processos de execução em tramitação¹.
Para enfrentar esse volume caótico, o Judiciário tem buscado soluções estruturais para ampliar sua eficiência. Conforme as metas anuais divulgadas pelo CNJ², os tribunais estão investindo em digitalização, automação de rotinas e inteligência artificial para acelerar a tramitação dos processos com o objetivo de diminuir esse passivo. Embora essa modernização represente um avanço importante, ela também aumenta a velocidade com que decisões de constrição patrimonial são proferidas, o que exige atenção redobrada de empresários e seus advogados.
Modernização que acelera – e exige vigilância
Na tentativa de ampliar a eficiência, o Poder Judiciário tem investido em digitalização, automação de rotinas e inteligência artificial, conforme estabelecido nas metas estratégicas do CNJ para 2025². Embora esse avanço tecnológico represente um importante ganho operacional, ele também acelera o ritmo de decisões judiciais, inclusive daquelas que envolvem bloqueios patrimoniais.
Nesse contexto, empresários e departamentos jurídicos precisam reforçar seus mecanismos de acompanhamento e defesa. A velocidade das decisões judiciais pode tornar ineficaz qualquer tentativa de reação tardia a constrições de bens.
Tecnologia a favor da proteção empresarial
Diante de uma máquina judiciária cada vez mais ágil e volumosa, a adoção de soluções especializadas em monitoramento processual deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade estratégica.
O Gestão de Bloqueios oferece uma solução robusta e automatizada para esse desafio: uma plataforma com inteligência artificial e cobertura nacional, capaz de identificar em tempo real ações judiciais com potencial de penhora ou bloqueio de ativos. O sistema realiza varreduras contínuas com base em CPF ou CNPJ e alerta empresas e escritórios jurídicos sobre processos sensíveis, permitindo reações antecipadas e efetivas.
Com essa ferramenta, sua empresa poderá atuar preventivamente, proteger seu patrimônio e evitar crises que possam evoluir para situações extremas, como a recuperação judicial.
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Referências
1 – Conselho Nacional de Justiça – Painel Justiça em Números
2 – Tribunais buscam melhores índices de eficiência da Justiça em metas para 2025