A recuperação judicial, última instância antes da falência, consolidou-se como ferramenta fundamental para empresas em crise. Ao mesmo tempo, sua adoção indica o fracasso de mecanismos tradicionais de gestão, reestruturação e governança preventiva. Trata-se de um recurso jurídico severo, que compromete a reputação empresarial, restringe drasticamente a autonomia dos gestores e impõe o controle judicial das operações, com participação ativa dos credores.
Ainda assim, o número de companhias que recorreram a esse instrumento no primeiro trimestre de 2025 impressiona: foram 4.881 pedidos registrados, um aumento de 16% em comparação com o mesmo período de 2024, segundo o Monitor RGF de Recuperações Judiciais¹.
A indústria lidera o ranking de pedidos, com 1.201 casos, o que representa um crescimento de 58% sobre o ano anterior. Dentre os segmentos industriais mais atingidos, destacam-se empresas do agronegócio, como usinas sucroalcooleiras, laticínios e frigoríficos. O setor responde por quase 25% de todas as recuperações judiciais no país, superando os setores de comércio e serviços².
Entre os casos de maior repercussão, está o da Bombril, que ingressou com pedido de recuperação judicial em fevereiro de 2025. A empresa se soma a outras gigantes que já passaram pelo mesmo caminho recentemente, como Americanas, Oi, Gol e AgroGalaxy³.
Prevenção jurídica como estratégia de sobrevivência
A persistência de um cenário econômico desfavorável – com taxa Selic em patamar elevado, retração do crédito, valorização do dólar e instabilidade externa — projeta um 2025 ainda mais desafiador. Nesse contexto, cresce a necessidade de empresas adotarem estratégias jurídicas preventivas para evitar medidas extremas como a recuperação judicial.
O Gestão de Bloqueios é uma solução tecnológica voltada à prevenção de riscos jurídicos. Combinando Inteligência Artificial Generativa e monitoramento em tempo real dos tribunais de todo o país, a plataforma identifica processos com potencial de penhora, bloqueio de ativos e outras medidas constritivas.
Essa visão antecipada permite que empresários evitem surpresas e adotem soluções de reestruturação, protegendo sua reputação, seus ativos e sua capacidade de operação.
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Referências
1 – Monitor RGF de Recuperação Judicial no Brasil
2 – Setor industrial lidera ranking de recuperações judiciais no país
3 – 21 empresas listadas na B3 estão em recuperação judicial, veja lista