Bancos inundam Justiça com processos de cobrança
Não há limites para os bancos brasileiros quando o assunto é cobrar um cliente. Basta passar alguns dias do vencimento do débito, que o tormento tem início. Eles contratam empresas terceirizadas que infernizam a vida do correntista com ligações persistentes que beiram o assédio, cobram juros exorbitantes e não pensam duas vezes antes de acionar o cliente na Justiça.
O ajuizamento de ações de cobrança é algo tão constante, que os bancos estão inundando os tribunais com processos desse tipo. No Estado de São Paulo, por exemplo, Itaú, Bradesco e Santander, além dos digitais Nubank, C6 e Original foram responsáveis por ingressarem com 137,9 mil processos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) somente em 2023¹.
A professora Maria Paula Bertran, coordenadora do projeto Acredito e docente da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP-USP), no sistema financeiro brasileiro, é comum que os bancos optem por judicializar disputas para postergar ou evitar o cumprimento de obrigações, em vez de buscar soluções extrajudiciais. “Essa prática sobrecarrega o sistema judiciário e levanta questões sobre a eficiência e os custos de se resolver disputas dessa forma”, afirmou².
Um levantamento feito anteriormente em 2019, mostrou que de todas as ações sentenciadas naquele ano, os bancos Bradesco, Itaú e Santander foram autores em 30,84% das ações sentenciadas no período³. Ou seja, a prática de usar a Justiça como balcão de cobranças é antiga e crescente.
Riscos aos empresários
Muitos dos alvos desses processos são empresas que, de uma hora para outra, têm seus ativos bloqueados por meio da ferramenta Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário), uma arma usada pela Justiça para o congelamento on-line de valores de pessoas ou empreendimentos em ações de cobrança.
O uso do Judiciário como agente de cobrança pelos bancos, somado ao emprego descontrolado dessas ferramentas, mina a confiança do empresário, coloca a saúde financeira das empresas em risco e em casos de maior instabilidade, pode levar até à falência.
Estratégia proativa
Em meio a esse ambiente completamente hostil, saber quando e onde sua empresa pode ser alvo de uma ação de bloqueio é essencial para a elaboração de um plano de contingência e a adoção de medidas preventivas. Contar com um parceiro como o GESTÃO DE BLOQUEIOS é fundamental pode ser a diferença entre uma crise e a manutenção da saúde financeira de sua empresa.
O GESTÃO DE BLOQUEIOS realiza em tempo real o monitoramento de processos judiciais envolvendo sua empresa, emitindo alertas sobre movimentações, permitindo que a uma gestão de bloqueio eficiente, proativa, em favor do empresário, auxiliando o Departamento Jurídico, identificando valores bloqueados, valores retidos.
Saiba mais sobre como podemos ajudar sua empresa em nosso site: www.gestaodebloqueios.com.br
Fontes:
1 – Bradesco é o banco mais litigioso, segundo pesquisa de juristas da USP
2 – Universidade de São Paulo – Faculdade de Direito de Ribeirão Preto
3 – Litígios envolvendo bancos no Brasil: a primeira radiografia